Jantar-Homenagem da Câmara de Comércio Hispano Portuguesa, com o Embaixador de Portugal em Espanha, Hon. Dr. D. FRANCISCO RIBEIRO DE MENEZES

Jantar-Homenagem da Câmara de Comércio Hispano Portuguesa, com o Embaixador de Portugal em Espanha, Hon. Dr. D. FRANCISCO RIBEIRO DE MENEZES

Jantar-Homenagem da Câmara de Comércio Hispano Portuguesa, com o Embaixador de Portugal em Espanha, Hon. Dr. D. FRANCISCO RIBEIRO DE MENEZES

A pasada terça-feira, 28 de novembro de 2017, a Câmara de Comércio Hispano Portuguesa (CHP) organizou um Jantar-Homenagem com o Embaixador de Portugal em Espanha Hon. Dr. D. Francisco Ribeiro de Menezes. Foi um homenagem a seu apoio contínuo para esta instituição e por promover o desenvolvimento das relações hispano-portugues desde sua chegada em Madrid como embaixador em 2014.

O Presidente da Câmara, António Calçada de Sá, comprimento especialmente a presença do Embaixador do Brasil, Sr. António Simões, a Embaixadora do México, Sra. Roberta Lajous, Embaixador de Moçambique, Sr. José Antonio Matsinha e o Deputado por Extremadura, Dr. José Ignacio Amor de Sanchez, membro do Comité de relações internacionais do Congresso dos deputados e a os quase cem assitentes, amigos e apoiantes da Câmara com um jantar que fechou o calendário de atividades durante 2017. O Presidente da Câmara referiu ao trabalho importante para manter e promover o comércio, e as relações culturais e sociais entre os dois países ibéricos.

António Calçada de Sá, aproveito para destacar o apoio essencial das delegações diplomáticas portuguesas no mundo para as Câmaras de Comércio “e especialmente que recebeu da Embaixada portuguesa em Espanha e seu atual Embaixador. Desde sua nomeação, três anos atrás – disse António Calçada – nosso Embaixador não só ajudou-nos constantemente, tambem tem elevado o nome de Portugal ao top em Espanha, culminando esta intensa participação na XXIX Cimeira portuguesa no mês passado de Maio e dinamismo para promover a participação de Portugal na última feira do livro de Madrid e outras atividades. Como podemos certificar desde esta institução, nos sempre tentamos continuamente intensificar as relações comerciais entre Portugal e Espanha e o Embaixador Francisco Ribeiro de Menezes encontramos o melhor e mais intenso colaborador “.
Desde que estudo direito pela Universidade de Lisboa e na Universidade Lusíada até sua qualificação como um diplomata de carreira, em 1990, tem sido destinado na delegação portuguesa na OTAN e a UEO, como Embaixador da Suécia em 2010 e como Conselheiro economico da Embaixada em Madrid entre 2001 e 2005. Sua carreira diplomática tem alternaram-la com o passo por os gabinetes do Primer-Ministro como Director do gabinete e os ministros de relações exteriores dos dois países em 2011. Foi nomeado Embaixador de Portugal em o Reino de Espanha em 2014 e recebeu, além disso, honorários ordens de mais de uma dúzia de países, incluindo Portugal, Espanha, Suécia e a Jordânia.

As relações Luso-Espanholas no Seculo XXI
O Embaixador entretanto agradeceo a presença do grande número de pessoas, chefiada pelos Presidentes honorários da Câmara Hispano Portuguesa, Dr. João Flores e Dr. Aureliano Neves, além ao Presidente do Banco Santander Totta, Antonio Basagoiti. “É um privilégio para receber esta homenagem, que não tem nenhum caracter de apreciação final da minha presença na Espanha – explicou – como muitos pensaram, porque preciso ainda mais um ano para cumprir com o período do desempenho de meus deveres oficiais”. Agradeceu especialmente o papel da Câmara Hispano Portuguesa e do seu Presidente Dr. António Calçada, “por o desenvolvimento intensivo das relações entre os dois países vizinhos, estimulando a criatividade de uma sociedade vibrante”, disse ele. No seus agradecimentos não esqueceu o embaixador aos directores e conselheros da própria Embaixada que le “enroupavam” neste acto “como se fosse um reconhecimento de os Oscar”. “Esta homenagem é uma dívida que eu vou ficar para sempre”, prometeu.

O Embaixador, então se referiu ao papel que representa a Espanha no domínio da política externa portuguesa desde o início do século XXI e a relação entre o Rei Juan Carlos e os sucessivos Presidentes do governo de empatia mútua com seus respectivos Congéneres portugueses. Lembrou em seu discurso, como ambos os países aproveitavam os programas económicos para o desenvolvimento da Agenda 2000 e como o status dos países da UE reforçaram a presença a nível internacional, especialmente com países que são comuns a nos: aqueles de língua portuguesa e de espahol, como são Brasil e México na cabeça. O diferente cor político de ambos os governos não foi um fator determinante para o entendimento entre os dois países ibéricos nestes anos.

Relações desde o 2000
“Desde o ano 2000 – continuou o Embaixador – temos tido excelentes laços no desenvolvimento político e comercial dos dois países”. E destacou alguns marcos cruciais nesta amizade, refere-se particularmente ao AVE, cujo desenvolvimento final virá sem dúvida, “embora eu acho que ele não vai tocar-me vê-lo como responsável pelo meu país em Espanha” Não esquecido a controvérsia da fotografia nos Açores, “desde então, os dois países não voltaron afastarse da política externa da UE”. Ambos os países aprofundaram-se na política de soberania, política externa, guerra contra o terrorismo… “Nós assinamos – recordou – um acordo de cooperação e defesa, e tendo a fronteira mais antiga da história, acordaram uma política de cooperação transfronteiriça desenvolta amplamente na última Cimeira Luso-Española.”Nossa colaboração estende-se aos mercados de energia e gás, meio ambiente, agricultura, ciência, educação, turismo e todos os setores que marcam o ritmo para as sociedades civis. Passámos da época de normalidade para a era da imaginação. O desafio é saber o que mais podemos fazer juntos à procura de interesses compartilhados. energia reováveis ou espaço de investigação também são uma realidade”

“Nossa relação é suficientemente sólida e próxima – acrescentou – apesar das discrepâncias lógicas que sempre existem entre países vizinhos e que sempre encontrará pontos de entendimento.” “as Cimeiras Luso-espanholas permitiram-nos de apresentar projectos comuns, tais como o eixo norte-sul e o Mediterrâneo”. As reservas criadas como resultado dea victoria da esquerda no governo em Portugal com Antonio Costa a cabeça e o resultado das últimas eleições espanholas com Mariano Rajoy foram vencidas sem conflitos internos para ambos os países e hoje relações entre eles não pode ser mais amigável e colaborativa. As relações entre a coroa e o Presidente da República não podem estar mais perto, asim como o posicionamento claro e repetido de Portugal sobre a situação catalã com apoio absoluto para a soberania espanhola.

O esplendor dos últimos anos
O Embaixador Ribeiro de Menezes lembrou que na década dos anos 60 do século passado, Espanha foram responsáveis por o 1% do comércio fora de Portugal, em 1985, já era o sexto cliente, em 2000 tornou-se o fornecedor máximo e cliente maximo, juntamente com a Alemanha, “o comércio exterior de Espanha é mais importante com Portugal do que com a América Latina como um todo”. E hoje estamos a falar que a Espanha é o maior parceiro de Portugal, o destino de mais de 26% das nossas exportações e 30% das nossas importações de bens e serviços, com 32000 bilhões em 2016 e vai chegar a 40.000 milhões este ano com 6.500 empresas exportando para España.
As exportações para Espanha entre 2011 e 1016 cresceram 24% e as importações um 4% “Eu gostaria de saber alguns exemplos semelhantes na Europa entre Estados-membros de tamanho comparável” preguntou-se o Embaixador. Um fato é que em cimeiras recentes, são os operadores económicos que são diretamente responsáveis pelo planeamento de todos os sectores e os melhores resultados para ambas as partes. Não faltou uma referência especial para a forte presença do sector bancário espanhol e como ele tinha conseguido adaptar suas estruturas a às necessidades do mercado português. Não falto o tema da cultura entre suas referências. Uma cultura portuguesa ” que não era tão bem conhecida em Espanha como hoje, algo que foi demonstrado na passada feira do livro em Madrid. O espanhol e o Português – acrescentou – são faladas por mais de 700 milhões de pessoas ao redor do mundo, e temos mais de 45.000 jovens na Espanha estudando Português.”

Olhando para o futuro, “Vou terminar dizendo que a questão de Portugal e Espanha não é integração, mas si de complementaridade, estar conjuntamente em todas as formas de aprofundamento do projecto europeu. Espanha e Portugal tem que continuar contribuindo para iniciativas e ideias europeias. A desconfiança dos outros temposs não tem leitura em 2017. Estamos testemunhando uma compreensão única que não acabou ainda. O que temos hoje, entre os dois países é um movimento de fundo, espontâneo, que não procura descrever a história e que nos oferece um novo paradigma: hoje, os portuguêses e os espanholes cruzam a fronteira invisívels para melhorar a mobilidade e a compreensão mútua. Nossa prioridade será a seguir em frente, encontrando novas maneiras sem preconceitos”.

2017-12-05T17:29:40+00:00 Segunda, 4 Dezembro, 2017|Categories: Blog|Tags: , , , , , , , |

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